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O Palácio do Planalto começou a desenhar uma reação após o Senado Federal rejeitar, nessa quarta-feira (29/4).

Lula avalia medidas políticas como resposta. Entre elas, está a possibilidade de demitir indicados do presidente do Senado,

O Palácio do Planalto começou a desenhar uma reação após o Senado Federal rejeitar, nessa quarta-feira (29/4).
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O Palácio do Planalto começou a desenhar uma reação após o Senado Federal rejeitar, nessa quarta-feira (29/4), a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF). A derrota, por 42 votos a 34, contrariou a expectativa do governo – que contava com ao menos 41 votos favoráveis – e abriu uma “caça a traidores”.
Nos bastidores, o resultado foi recebido com forte desconforto. Como a votação ocorre em caráter secreto, a frente governista deve tentar mapear quem votou contra a indicação. A ideia é identificar eventuais dissidências internas e recalibrar a relação com o Congresso.
Conforme publicado pelo Metrópoles, na coluna de Igor Gadelha, após a derrota, Lula chamou Jorge Messias para uma conversa, com o objetivo de entender os fatores que levaram à rejeição e definir os próximos passos. Também estiveram presentes na reunião, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães; o ministro da Defesa, José Múcio; e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA).
Interlocutores do Planalto afirmam que o presidente avalia medidas políticas como resposta. Entre elas, está a possibilidade de demitir indicados do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que ocupam cargos no governo federal.
José Guimarães afirmou que o governo aceita a decisão do Senado, mas cobrou explicações. “Cabe ao Senado explicar as razões dessa desaprovação”, disse.
No Congresso, a avaliação é de que uma nova indicação ao STF deve ficar para depois das eleições.
Antes da votação, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez um amplo esforço para garantir a aprovação. Jorge Messias visitou ao menos 77 senadores, incluindo nomes da oposição, e em torno de 47 parlamentares haviam sinalizado apoio.
Além da articulação política, o Planalto acelerou a liberação de emendas parlamentares, recursos da União indicados por deputados e senadores. Apenas em abril, foram empenhados R$ 11,6 bilhões – um salto em relação ao R$ 1 bilhão liberado entre janeiro e março. Desse total, R$ 2,5 bilhões foram destinados a senadores.
FONTE/CRÉDITOS: Por metropoles.com
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