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Defesa do ex-presidente do BRB confirma interesse em delação e pede saída da Papuda

Paulo Henrique Costa foi preso no último dia 16, durante a 4ª fase da Operação Compliance Zero

Defesa do ex-presidente do BRB confirma interesse em delação e pede saída da Papuda
Por Janaína Camelo e Nícolas Robert
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A defesa do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que ele pretende firmar um acordo de delação premiada e pediu transferência do Complexo Penitenciário da Papuda.

Na decisão enviada ao ministro André Mendonça, os advogados argumentam que o presídio atual não oferece as condições de segurança e sigilo necessárias para as negociações com as autoridades.

No documento, a defesa alega que a arquitetura da prisão e o monitoramento do espaço reservado aos encontros (parlatório) impossibilitam as tratativas. Segundo eles, no atual ambiente “não se pode discutir eventuais fatos delitivos de forma eficiente” nem “manusear fontes de prova”, o que prejudica a formulação da proposta de colaboração.

A defesa também argumenta que Paulo Henrique Costa é oficial da reserva das Forças Armadas no posto de 2º Tenente. Pela lei militar e pelo Código de Processo Penal, essa patente assegura o direito de o investigado cumprir a prisão preventiva em um local especial, a chamada Sala de Estado-Maior.]

Prisão mantida pelo STF

A sinalização de uma possível delação e o pedido de saída da Papuda ocorrem logo após a Segunda Turma do STF formar maioria para manter a prisão preventiva do ex-presidente do BRB. O relator do caso, ministro André Mendonça, foi acompanhado por Luiz Fux e Kassio Nunes Marques na decisão.

Paulo Henrique Costa está preso preventivamente desde o último dia 16, quando foi alvo da 4ª fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF). Ele é investigado por um suposto esquema de recebimento de propinas — que teria sido viabilizado por meio da compra de imóveis — durante as tratativas para a aquisição do Banco Master pelo BRB. Além disso, há suspeitas sobre a compra de carteiras fraudulentas oferecidas pelo banco.

Paulo Henrique Costa havia assumido a presidência do banco estatal em 2019, por indicação do governador Ibaneis Rocha (MDB), e permaneceu no posto até ser afastado por decisão judicial em novembro do ano passado, durante as fases iniciais da operação.

FONTE/CRÉDITOS: Por Janaína Camelo e Nícolas Robert
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