Um ciclone bomba deve se formar no Atlântico Sul entre esta segunda (22) e terça-feira (23), contribuindo para a chegada de uma intensa massa de ar polar ao Brasil. De acordo com a MetSul Meteorologia, o fenômeno ocorrerá em alto-mar, a leste da Argentina e do Uruguai, afastado da costa.
A previsão indica que o sistema passará por um processo de rápida intensificação, com queda acentuada da pressão atmosférica em apenas 24 horas, característica que o classifica como um ciclone bomba.
A formação de um ciclone bomba ocorre quando há um forte contraste entre massas de ar frio e quente, aliado à alta umidade e condições atmosféricas favoráveis que aceleram a queda da pressão e intensificam rapidamente o sistema.
Em mar aberto, os ventos podem superar 130 km/h, favorecendo a formação de ondas mais altas e aumentando o risco de ressaca nos próximos dias.
Efeitos do ciclone bomba no Brasil
Segundo os meteorologistas, os impactos mais significativos devem ocorrer sobre o oceano. Em terra, o principal efeito será o avanço de uma forte onda de frio, que deve atingir áreas do Sul, Centro-Oeste e até parte do Norte do Brasil, além de países vizinhos como Paraguai, Bolívia e Peru.
A frente fria associada ao sistema também pode provocar temporais isolados durante sua passagem pelo Centro-Sul do país. Nesta terça-feira, no Rio Grande do Sul, as rajadas de vento devem variar entre 40 km/h e 60 km/h, com marcas mais elevadas em regiões costeiras e próximas às lagoas.
A combinação entre vento e a entrada do ar polar deve derrubar a sensação térmica, aumentando a percepção de frio intenso em diversas localidades. A tendência é que o ciclone se afaste rapidamente da América do Sul a partir de quarta-feira (24).
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